Overpopulation Awareness is the website of Fundação Ten Million Club

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sexta, 05 março 2010 17:01

Pegar no seu bolo e comê-lo?

Paul Gerbrands

A sobrepopulação não é simplesmente uma questão de muitas pessoas mas sim uma questão de combinação do número de pessoas e as exigências que estas fazem ao ambiente que as rodeia, por outras palavras, a sua prosperidade. A terra está a caminhar a passos

largos para os 10 biliões de habitantes, sendo que muitos deles vivem na pobreza. Os ricos estão mal distribuídos e a sobrepopulação da terra parece inevitável. A menos que façamos uma escolha rapidamente: mais pessoas e menos prosperidade, ou o oposto.

 

Dez biliões de habitantes é demasiado para o nosso planeta

A terra caminha rapidamente para chegar a uma população de 10 biliões. Mas existe uma discussão a decorrer sobre se a terra será, de facto, sobrepopulada. No reino animal, a sobrepopulação leva os indivíduos a partir significando que parte da população encontra o seu próprio "nicho". E a falta de comida e água ou o aparecimento de epidemias reduz o número de indivíduos para que o equilíbrio seja restaurado com as fontes naturais de nutrição. Exemplos deste facto podem ser encontrados em certas espécies de pássaros que põem menos ovos quando há falta de comida. Existem ainda espécies cujos pais matam as suas crias para poder sobreviver. E animais de produção, com por exemplo o veado, não se reproduzem até que um inverno mais rigoroso ou um verão seco reduzam os seus números drasticamente. Apesar de alguns apoiantes do paralelismo entre o Homem e a Natureza acreditarem que compreendem estes fenómenos nos humanos, no entanto, a realidade é menos preto no branco. O canibalismo, por exemplo, não tem nada que ver com a sobrepopulação e as regiões sobrepopuladas por pessoas caracterizam-se por altas taxas de natalidade e não por poucos nascimentos.

Intelecto

De facto, o ser humano tem maior intelecto do que um animal, no entanto, podemos discutir a forma através da qual o intelecto é utilizado. Mas parcialmente graças a isto, os humanos possuem mais ferramentas e oportunidades para influenciar o seu ambiente. Quando a sobrepopulação chegar, o homem alarga os limites do seu ambiente imediato ao pesquisar, de forma extremamente racional, novas oportunidades de modo a sobreviver como espécie de larga escala, retendo o mais possível a sua prosperidade, tornando possível viver mais tempo e com mais felicidade. E, nisto, prefere domar a natureza. O processo teve início no distante passado com a domesticação de colheitas e animais, a criação de campos, a drenagem de lagos e mares e a construção de canais e barragens para irrigar os campos e fornecer água potável. Terminou, actualmente, com a introdução de pesticidas e fertilizantes artificiais, com a criação centralizada e armazenamento de energia e interferência na hereditariedade de modo a produzir colheitas e animais ainda mais lucrativos.

Relativamente à relação com a natureza, esta poderá parecer triplamente cega: bloqueada num desejo cego de sempre, numa cegueira para possibilitar o limite de crescimento e cega na sua confiança no progresso da ciência e da tecnologia capaz de resolver todos os problemas. No final do século XVIII, o demógrafo e economista Inglês, Thomas Malthus (1766-1834), previu que o crescimento populacional iria ser sempre equidistante do crescimento económico, algo que iria levar à fome em larga escala. Introduziu a noção de tecto Malthusiano, o número máximo que a população mundial poderia atingir relativamente à terra disponível, e a de catástrofe Malthusiana, onde a sobrepopulação ganharia equilíbrio graças à subida da taxa de mortalidade. De facto, várias invenções tecnológicas e científicas, através das quais os humanos estão menos dependentes da utilização da terra, aumentaram, regularmente, o tecto Malthusiano. E a catástrofe Malthusiana a nível mundial ainda não ocorreu. Mas, até agora, nem a ciência nem a tecnologia foram capaz de evitar que mais de um terço dos habitantes da Terra fosse subnutrido ou vivessem na pobreza. É claro que uma pequena minoria das populações da Terra estão a funcionar muito bem para o detrimento de uma grande parte dos habitantes deste mundo.

Pegada Ecológica e Partilha Equitativa da Terra

Os ecologistas modernos falam de uma "pegada ecológica" extremamente injusta. Um conceito relacionado é a "partilha equitativa da Terra". Se todo o espaço utilizável na terra fosse dividido por todas as pessoas e pela natureza e que estas tivessem espaço suficiente para recuperar, cada habitante teria direito a 1,8 hectares. Esta partilha equitativa da terra inclui o espaço necessário para manter a biodiversidade mundial. Apesar de ser possível criticar os vários conceitos e métodos de cálculo, é claro que a partilha de recursos naturais é muito desigual quando vista do ponto de vista da população mundial. Os habitantes dos Holanda utilizam uma média de 4,4 hectares em vez dos 1,8 aos quais têm direito (consultar tabela). Os habitantes da Índia e do Quénia têm uma pegada que mede 0,8 hectares, os Chineses têm o dobro, enquanto os habitantes dos Estados Unidos têm uma média de 9,6 hectares. Os maiores consumidores são os dos Emiratos Árabes Unidos com 11,9 hectares. As prospecções futuras não serão melhores, uma vez que os actuais 6,5 biliões de habitantes do mundo se multiplicaram, no decurso deste século, para uns previsíveis 10 biliões. E a perda de terra utilizável devido ao crescimento dos níveis de água só irá reduzir ainda mais o número de hectares disponíveis para cada habitante.

"Sobrepopulação" e "cheio" já não são meras expressões de sentimentos subjectivos, como por exemplo um indivíduo que gosta de uma linha de costa vazia enquanto outro aprecia a praia quando cheia a comida frita e protector solar. Os conceitos são quantificáveis e projectam uma realidade ameaçadora. Suponha, por exemplo, que a totalidade da população da terra de mais de 6 biliões desejaria o mesmo nível de prosperidade e padrão de consumo que desfrutam os habitantes dos Holanda. De facto, não é razoável que pessoas de outro sítio queiram o mesmo espaço para viver, ter um carro, utilizar energia e a mesma importação de comida, férias no estrangeiro e bens de luxo como temos nos Holanda. Com, em consequência, a mesma quantidade de resíduos produzidos, a mesma quantidade de produtos eliminados e os mesmos níveis de poluição. Para isto, a Terra necessitaria de não produzir biologicamente 11,8 biliões de hectares que tem agora mas 30 biliões de hectares. Claro que isto é impossível uma vez que a área de superfície total da terra, excluindo os oceanos, é de "apenas" 15 biliões de hectares, dos quais 4 biliões são áridos. Existiriam mais escassez de tudo, em todo o lado e em todo lado existiriam disputas e guerras. Neste ponto, a sobrepopulação já não é um conceito subjectivo vago, não é um sentimento pouco claro mas sim uma ameaça real à nossa existência.

Problema ecológico

A sobrepopulação é um problema ecológico. Isto acontece quando as exigências feitas pela população quanto aos recursos naturais exceder a capacidade do sistema em cumprir tais exigências. A sobrepopulação é também produto do número de pessoas e das exigências que estas fazem do seu ambiente; ou, de forma mais simplificada: o nível de prosperidade. Se, por exemplo, menos pessoas vivessem nos Holanda e se todas baixassem os seus requisitos relativamente a prosperidade, tal grupo de pessoas teria de fazer apenas uma pequena intimação ao resto do mundo. Isto significaria uma melhoria na qualidade de vida dos seres humanos mais pobres em outras partes do mundo. Visto por este prisma, os Holanda são sobrepopulados. No entanto, para a maioria dos habitantes deste país, um dos países mais densamente populosos e ricos do mundo, que não é assunto de discussão. A maioria das pessoas não compreende que a situação é esta, nas palavras de Al Gore, a realidade é "uma verdade inconveniente" uma vez que uma discussão destas iria significar que teríamos de enfrentar a verdade. Os Holanda, quando comparados com, por exemplo, a Etiópia, coloca um fardo bastante pesado na capacidade ecológica da Terra. Mais de 60 milhões de Etíopes não consume a fracção de comida e energia utilizadas anualmente por mais de 16,5 milhões de Holandeses. E ninguém se irá surpreender em saber que a pegada ecológica Holandesa é consideravelmente maior do que a média Etíope. Quanto maior for a população de um país, maior será o nível de consumo dos seus habitantes e maior será a necessidade de coisas como comida, energia e água, para a terra ecológica. (Acidentalmente, a pobreza também leva a uma maior pegada uma vez que a população pobre tem falta de meios técnicos e financeiros para ter em conta o ambiente, factor que faz aumentar a poluição, a erosão e a perda de biodiversidade.) Quanto mais países atingirem o mesmo alto nível de prosperidade, maior será o risco a longo prazo da criação de um problema sem resolução. Em algum ponto, ou os níveis de prosperidade devem cair ou o número de habitantes deve diminuir. Já é mau o suficiente que a média da pegada ecológica Holandesa seja maior do que responsável, e maior do que aquilo a que os Holandeses têm direito. É muito pior do que a maior parte dos 4,4 hectares da pegada Holandesa situada no estrangeiro uma vez que a densamente populada Holanda não tem mais do que 0,2 hectares disponíveis para cada um dos seus habitantes.

Problema energético

A sobrepopulação é também um problema energético. Os combustíveis fósseis devem esgotar dentro de algumas décadas. Mesmo agora, devido a problemas geopolíticos como a actual guerra pelo petróleo Iraquiano, os hidrocarbonetos estão disponíveis apenas em quantidades limitadas e o seu preço está a subir. Se o consumo energético Holandês permanecer igual ao nível actual ou mesmo se subir, isto irá causar problemas. Conseguirá a Holanda resolver as suas próprias necessidades energéticas, por exemplo, com fontes energéticas alternativas? De modo a gerar a energia necessária à sociedade Holandeses, algumas centenas de milhares de turbinas eólicas teriam de ser construídas ou um terço do país teria de ser coberto com painéis solares. E grandes pedaços da nossa terra arável poderiam ser semeadas com canas de crescimento rápido ou outras colheitas adequadas para a conversão em energia de biomassa. Tudo isto iria colocar um fardo pesado na terra agrícola já escassa no país, levando, indubitavelmente, a uma crise alimentar. A energia nuclear é outra possibilidade uma vez que existem materiais fissionáveis suficientes disponíveis para um século, no entanto, não na Holanda. A contribuição para uma diminuição nas quantidades de gases de efeito de estufa na atmosfera iria ser considerável, no entanto, iríamos sobrecarregar as gerações futuras com o problema do lixo radioactivo. E as reduções drásticas nos níveis actuais de consumo de energia poderiam avançar mas não podemos esperar quaisquer percentagens dramáticas num futuro próximo. E, certamente, nem que os políticos e economistas continuem a recomendar o crescimento económico como uma condição necessária para o futuro desenvolvimento da Holanda.

Problemas relacionados com comida e água

A sobrepopulação é também um problema de disponibilidade de água e comida. A procura mundial pela água continua a aumentar. E não apenas para a agricultura, apesar de esta ser a principal culpada, mas também a procura industrial e doméstica exige um grande abastecimento de água. Muitos países são afectadas pela escassez, tanto quantitativa, pouca água, como qualitativa, água potável insuficiente. É claro que a falta de água leva a colheitas falhadas, fome, refugiados, conflitos étnicos, doenças contagiosas e outros problemas de saúde.

Água e comida para a população das regiões afectadas por desastres naturais ou guerra são sempre as primeiras medidas de ajuda. Mas isto não altera nada de importante, quer a longo prazo quer estruturalmente, nas condições de vida da população.

A comunidade internacional deverá considerar o conteúdo moral desta abordagem, que é meramente acidental. Por um lado, as pessoas são, correctamente, ajudadas e é-lhes dada a esperança de uma melhoria (futura). Por outro lado, a comunidade internacional não dá atenção às medidas reais para criar um alivio estrutural ao sofrimento das populações em questão. Muitas vezes existe uma falta de vontade política e económica para falar sobre o tipo real de paz adequado a uma região destruída pela guerra. E, não infrequentemente, os conflitos passados foram destruídos pelo mundo industrializado de modo a salvaguardar os seus próprios interesses geopolíticos. Exemplos disto são: o conflito israelo-palestiniano no Médio Oriente; a guerra de guerrilha no Afeganistão; a luta entre Irão e Iraque, a actual crise (2010) no Iraque; e os incontáveis teatros de guerra em África onde os governos locais, senhores da guerras e várias tribos são, alternativamente, apoiados pelas várias grandes potências.

Para além disso, é dada uma pequena ajuda estrutural aos países pobres e aos produtores de tais países para que possam um apoio no mercado (internacional). Os países ricos não são tidos nem achados sempre que as medidas efectivas são para sua desvantagem económica. Tais medidas poderiam incluir a redução do proteccionismo da parte dos países industrializados, parando com o descarregamento de produtos baratos e rejeitados em países pobres, protegendo os preços das matérias-primas e reduzindo as vendas de armas aos regimes pobres e às regiões instáveis. O mesmo se aplica à redução da pegada ecológica de cada um para vantagem das populações nos países pobres. Interferir com a nossa própria prosperidade não é permitido, mesmo que seja para melhorar ligeiramente o minimamente as insuficientes condições de vida dos mais pobres. Enquanto a história nos ensina isto, no final, é a prosperidade que coloca um travão no crescimento populacional.

Problemas tecnológicos e científicos

Talvez seja possível que a ciência e tecnologia sejam capazes de proporcionar soluções sustentáveis para um mundo que, no final do século XXI, irá ter 10 a 11 biliões de habitantes. Isto insurge-se contra o facto de que a sobrepopulação é também um problema técnico e tecnológico. Existe uma crença teimosa, especialmente no seio dos cientistas tecnológicos, no progresso humano. No entanto, um argumento contra a catástrofe Malthusiano já referida é o de que todas as pessoas extra irão trazer consigo capacidade cerebral extra, criatividade e novas soluções. A catástrofe ainda não aconteceu e o tecto Malthusiano já foi elevado várias vezes. A Revolução Verde, através da qual os métodos de cultivo racional aumentaram consideravelmente o rendimento das colheitas alimentares, é uma das soluções oferecidas pela ciência contra a pobreza e a falta de alimentos. E existem mais linhas tecnológicas e científicas que poderiam levar a soluções para a pobreza mundial na qual estamos a progredir. Infelizmente, a realidade é teimosa. Não foram poucos os cenários desenhados de modo a evitar o desastre os quais permanecem no domínio da ficção científica. Em teoria, são indubitavelmente possíveis, mas os obstáculos políticos, financeiros e práticos e a incerteza que os acompanha, demonstram ser tão grandes que não conseguem ser compreendidos, pelo menos no tempo. A fusão nuclear segura, por exemplo, é uma solução futurista para o problema energético. Mas décadas de investigação e grandes investimentos aproximaram a fusão nuclear à sua aplicação, e a opinião pública na Europa começa a virar-se contra este tipo de energia. O mesmo se aplica a outras soluções tecnológica para um número de problemas trazidos a lume através da combinação de grande prosperidade e muitos biliões de habitantes da Terra. É certamente o caso de a ciência e a tecnologia poderem aumentar as capacidades da Terra e poderem reduzir o fardo que a população crescente coloca nos recursos naturais. Mas, a velocidade à qual tal aconteceu no passado, causa dúvidas razoáveis se a introdução a nível mundial desta nova tecnologia será suficientemente rápida.

Problema político

Como ponto de princípio, países como a China e a Índia e todos os outros países "subdesenvolvidos" têm o direito de usufruir de prosperidade, educação, cuidados de saúde e de ter bens de consumo tal como os países Ocidentais. Se começássemos a partir do princípio da pegada ecológica e fossemos todos viver como o Norte-americano comum, que necessita de 9,4 hectares de terra biologicamente produtiva, então só haveria espaço na Terra para 1,25 biliões de pessoas. Se nos ficarmos pelo nível de prosperidade do cidadão Holandês médio, o limite é 2,7 biliões. Seria claro que, actualmente, a Terra não consegue suster a população mundial de 6 biliões ao nível de prosperidade da maioria dos países desenvolvidos. E depois existem apenas duas soluções possíveis: com muitas pessoas, muitas pobres, ou com grande prosperidade por pessoa com menos pessoas.

Desta forma, a sobrepopulação poderá ser vista como um problema político. Por esta razão, deverá existir uma mais aberta sobre as consequências da combinação actual de prosperidade e população da qual o resultado é superior à capacidade actual da Terra. No entanto, isto não é sentido como uma questão (política) urgente. Evidentemente, a maioria das pessoas ainda não está suficientemente impressionada pelo desastre a que chamamos de sobrepopulação. E ainda assim a questão parece ser vista nos círculos política e a escolha tem de ser feita agora. Porque se as pessoas, por exemplo na Holanda, optarem por reduzir a prosperidade ou reduzir a população, os efeitos não serão notados durante algumas décadas. Se demorarmos muito mais, o curso das gerações futuras estará nas nossas mentes.


 
 

Malthusianos e o Ten Million Club

 

O economista e demógrafo Inglês, Thomas Robert Malthus (1766-1834) previu uma situação no limite do século XIX: a taxa de crescimento populacional iria exceder a da produção alimentar e isto levaria a fome. Quando a população atingir um certo nível, uma catástrofe assegura que, graças a um aumento da mortalidade através da fome e das doenças, a sobrepopulação entra em equilíbrio com os recursos materiais. Apenas os contraceptivos e abortos poderiam evitar um desastre, no entanto, Malthus, ele próprio ministro Anglicano, era céptico quanto a tais soluções. Malthus e os seus discípulos estavam particularmente preocupados com o comportamento reprodutivo inconsequente dos pobres e da classe trabalhadora. Malthus estava convencido que o aumento da prosperidade estimulou o crescimento populacional. Mas o oposto provou prevalecer: maior prosperidade leva a uma queda na taxa de natalidade. Os neo-Malthusianos são menos pessimistas acerca do crescimento populacional e da prosperidade, no entanto, sugerem que a capacidade da Terra cria limites naturais ao crescimento populacional. Os neo-Malthusianos são sólidos na sua crença num papel para a tecnologia passar ao lado da catástrofe Malthusiana. De facto, o desenvolvimento de tecnologias poderá fazer com que a terra seja utilizada de uma forma mais eficaz. Os optimistas da tecnologia e os pessimistas da tecnologia diferem nas suas opiniões relativamente à extensão de que o progresso tecnológico possa evitar uma catástrofe de 10 biliões de habitantes na Terra. Em qualquer taxa, as pessoas concordam que as informações sobre métodos contraceptivos e sobretudo sobre a sua utilização significa adiar uma catástrofe deste tipo, ou mesmo evitar que aconteça.

Na Holanda, em 1994, a Fundação Ten Million Club (TMC) mencionou as linhas dos Malthusianos e do Clube de Roma, que previu, nos anos 70, um desastre ecológico causado por factores que incluíam a sobrepopulação, a prosperidade, os resíduos e a poluição. De forma alguma a TMC, que luta por uma população máxima de 10 milhões na Holanda, deseja estar associada a políticas raciais ou à limitação forçada do número de filhos. No entanto, a TMC luta contra as políticas governamentais que deveriam, eventualmente, levar a um número total de habitantes com o qual o nosso país possa lidar: 10 milhões. Estímulos (financeiros) fortes persuadem as pessoas a limitar o número de filhos e o equilíbrio migratório não deverá ser evitado se as informações tiverem um efeito suficiente (www.overpopulation.nl).

 
Tabela 1

O Relatório do Planeta Vivo (2006) fornece as seguintes imagens para a Pegada média por habitante (de 2003)

Continents
Countries

América do Norte

9.4 hectares

Emiratos Árabes Unidos

11.9 hectares

União Europeia

4.8 hectares

Estados Unidos

9.6 hectares

Europa (não-UE)

3.8 hectares

Bélgica e Luxemburgo

5.6 hectares

Mundo

2.23 hectares

Holanda

4.4 hectares

Médio Oriente e Ásia Central

2.2 hectares

Hungria

3.5 hectares

América Latina e Caraíbas

2.0 hectares

Turquia

2.1 hectares

Biocapacidade disponível

1.8 hectares
Brasil
2.1 hectares

Ásia (no Pacífico)

1.3 hectares
Argélia
1.6 hectares

África

1.1 hectares
China
1.6 hectares
 
 
Quénia
0.8 hectares
 
 
Índia
0.8 hectares
 
2010
 

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